quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

É tanta coisa

                                   é tanto tempo que falta
                     é tanto amor que não cabe
                                                                 trans... borda


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Imagens e textos de Auira Ariak by http://sobejando.blogspot.com/ is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

De volta aos meus projetos

De repente  percebi que precisava escrever, precisamente, era isso. Então aqui estou, de volta ao blog, uma coisa minha, ao meu comando, no horário que eu posso, da forma que eu consigo, no tempo que quase não tenho mas que invento. Escrever.
Os dias estão quentes, os Ipês floridos me enchem os olhos, sempre. Amarelos, cheios de alegria, os brancos cheios de paz.  Eles sempre me chamam a ateção. Assim como o som dos pássaros, esse som, grande responsável pela iniciativa que a muito tempo eu protelava, mas que hoje não me escapou.
Muito trabalho ultimamente, muitos projetos na minha área - que bom!
Educação com audiovisual, educomunicação, no caminho para um dia ter o reconhecimento financeiro que todos buscam, e buscando o equilíbrio entre trabalho/família/espiritualidade (de corpo e alma). Mas todos os trabalhos que estão acontecendo agora, nenhum essencialmente meu e isso tem me incomodado muito. Ideias de outros com minha colaboração vão acontecendo e as minhas vão ficando arquivadas pelo obvio motivo de não garantirem o retorno imediato.  Mas dessa vez foi diferente: quarta-feira, 19 de setembro, dia quente, dia seco, único dia da semana e do mês que não tenho compromisso de trabalho fora de casa. Só ficar em casa, cuidar da casa, das filhas, dos bichos e das plantas... Mas quê! Nem arrumei a cama (pra quê) Só mesmo beber água. Que moleeeza... e ainda por cima naqueles dias. Mas claro, fiz o almoço com carinho, levei e busquei na escola, dei água e ração para os  bichos e as plantas.
Enviei alguns emails e dei alguns telefonemas necessários. Ainda passei uma fita mini DV para o  HD, assim os meus alunos poderão editar o material da semana do trânsito (filmado ontem). Olhei para a filmadora emprestada aqui em casa e pensei, hoje dá! Peguei uma fita, peguei a câmera e fui rumo a entrada do super mercado onde sabia que iria encontrar quem eu queria: Anderson, Andinho,  Sabíá, Bentevi... Um rapaz cego, que escuto neste momento, pois escrevo ao mesmo tempo que o material está sendo passado para o computador. Andinho, devoto de São Cosme e Damião, imita pássaros com perfeição, canta, faz piada, dá palestras sobre sua experiencia com as drogas (que o deixaram cego aos 21 anos). Andinho foi muito gentil comigo, cedendo uma entrevista deliciosa, conversamos durante duas horas, na calçada do estacionamento, onde ele fica toda tarde, assoviando e cantando e chamado todas as pessoas de abençoadas. Aceita moedas, aceita gracinhas, faz trabalhos espirituais para quem pede - recebe espíritos, joga capoeira (na casa dele) tem 10 filhos espalhados em quatro cidades. 9, um faleceu a pouco tempo, de tiro. Mora com o irmão, aidético, com um cachorro, um pássaro e um rato de rua, o Chico, que cuida como se fosse um animal de estimação qualquer. Todo dia 27 faz questão de dar muitos doces para as crianças, como forma de demostrar sua devoção a Cosme e Damião. Muitas, muitas histórias... Saí de lá com o corpo cansado e a sensação de que voltava de uma viagem longe, onde aprendi coisas importantes. Abençoada, como ele chama a todos. Fiquei feliz, claro! Combinamos de continuar a filmagem num outro dia, em outros lugares. Dei a ele vinte reais, para ajudar no gás, "que graças a Deus, acabou". Tem lábia, mas tem sinceridade também. Logo irei editar este material. Agora vou ao cinema com as meninas, afinal há de se buscar o equilíbrio. Sempre. Por isso estou de volta aos meus projetos, pois isso só me faz bem!





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domingo, 14 de agosto de 2011

Para meu pai que me ensinou a dirigir e a nadar embaixo d'água

Pai,
já não sou mais a menininha que cabia deitada no banco de trás do seu carro e olhava para o teto tentando adivinhar se a imagem e sensação daquele momento seriam para sempre lembrados...
Sim. Ficaram. Hoje sei que não serão esquecidos os momentos que tiveram essa preocupação, esse cuidado. Não me reconheço naquela menininha loura e bochechuda que só sei que fui pelas fotos que alguém fez, mas reconheço você pelas mãos registradas em imagens fixas e nelas reconheço também minha própria mão. Nossas semelhanças são tantas... Mas não conheço aquela menina que fui. Você sim, a conheceu melhor que eu.

Obedecendo a um ciclo que presumo natural também me reconheço em minha filha que dorme no banco de trás do carro enquanto dirijo fazendo o mesmo trajeto que já fiz tantas outras vezes como sua passageira. Revivo momentos já passados quando me flagro, no mar, ensinando-a a mergulhar por baixo das ondas grandes e esperar que passem, daquele mesmo jeito que você fez comigo um dia, em outra fase de minha vida. E assim é, como ondas que chegam constantemente, que as fases da vida chegam e vamos aprendendo com os pais a passar por baixo das ondas maiores, esperando que elas passem para poder voltar e respirar.
Hoje, dia dos pais, tento passar por baixo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fragmentos bem guardados

De minha infância procuro sempre lembrar dos melhores momentos, que me trazem uma sensação de aconchego. Eu tinha uma ideia fixa com a passagem do tempo, não lembro exatamente quando foi isso, mas sei que foi numa das vezes que devo ter pensado: "não posso esquecer disso (da imagem, da sensação), pois ela é tão boa, tenho que levá-la comigo, de alguma maneira". Então eu acho que conseguia, pelo esforço consciente de querer não esquecer, guardar algumas passagens significativas pra mim: lembro que meus pais viajavam muito comigo, e eu ia deitada no banco de trás do fusquinha e ficava olhando o meio do banco dos dois, (ali onde fica o freio de mão) quando as mãos deles se encontravam, aquilo me fazia bem. Acho que eu tinha uns 5 ou 6 anos. Também lembro de gostar de olhar o teto do fusca, que era branco com bolinhas brancas e dava uma sensação ótica de 3 D. Ver a paisagem passar daquele ponto de vista, deitada, também era muito bom.

Também tenho lembranças mais antigas, do cheiro, da temperatura e do gosto do leite materno. Mamei até quase 4 anos na minha mãe e essa sensação é uma lembrança muito boa.

Já na escolinha, lembro sobretudo de três amigos homens, pouco da professora - tia Mila - e muito do parquinho - teve uma páscoa em que encontrei vários ovos neste parquinho, um em cima do escorregador e um na balança, foi tudo lindo e colorido este dia. Engraçado, não me lembro de nenhuma menina, mas tinham muitas. Lembro de me esconder mais de uma vez junto com meu amigo durante o recreio num terreno com muito mato e ficávamos lá até acabar a aula (isso me rendeu uns castigos de, no máximo, 5 minutos, pois a aula já tinha acabado e não havia tempo para os castigos). Na minha memória aquele mato era todo amarelo, talvez um milharal - quem disse que as imagens do passado são em preto e branco? Pra mim, são vivas, pintadas de sons e cheiros e sempre com uma cor predominante. Não havia malícia, não havia medo de nada, só a sensação de querer desafiar, de não querer obedecer o comando do sinal que ia nos mandar voltar para sala de aula - nós gostavamos da escola, mas ficar no mato escondido, passando calor e coceiras era muito melhor, afinal estávamos por nossa conta e risco ali.

Desses amigos da escolinha, um em especial se tornou um grande amigo pois morávamos perto. Com ele tenho muitas lembranças boas: subir numa jabuticabeira e comer muitas jabuticabas. Subir no telhado da minha casa, de pés descalços e ver a Serra da Mantiqueira - nossa que sensação de liberdade! Minha mãe chamando a gente e a gente lá quieto, pra ela não saber que a gente tinha subido, pois era proibido. Gostávamos de inventar mentiras também, um para o outro, e nossas ficções eram tão bem construídas que quase viravam verdade para nós mesmos. Também entrávamos no forro de casa para explorar, aquele lugar escuro e com cara de abandonado era perfeito para nossa imaginação de pequenos exploradores.

Lembro dos dias de chuva, de brincar sozinha, com meia nos pés, fazer uma cabaninha com colchão e cobertores perto da janela (para ver a chuva da minha barraca), e ficar morando ali, uma vida inteira, no quentinho e com o som da chuva, de olho nos sons da cozinha que prometiam gostosuras quentinhas também.

Da casa da minha avó materna também lembro um pouco, sobretudo das mãos delas espremendo cenoura ralada numa redinha para me dar o suco. Ela também me fez engolir uma gema crua uma vez, irc... é como se eu engolisse ainda agora...

Lembro bem da mão gordinha, enrugada e quente da minha bisavó paterna, fazendo cruzinhas na minha testa, passando as mãos pelos meus braços, nestes movimentos de benção e descarrego carinhosos. Lembro muito dos meus bisavós, o carinho deles por mim era quase algo material, de tão forte. Lembro do cheiro deles, da pele, até das unhas, da papadinha da minha bisavó que eu gostava de passar a mão... Lembro-me do meu bisavô se aplicando injeções de insulina na perna e na barriga (aquilo era muito impressionante para uma menininha), lembro do jeito que ele me chamava: Auirinha... e de muitos detalhes de texturas, cheiros, cores e sons do apartamento deles, em São Paulo.
Havia também os acampamentos que fazia com meus pais, em praias, Trindade era linda, deserta, e era possível acampar na areia, de frente pro mar. Lembro de deitar à noite sobre o carro e ver a estrelas deslumbrada, junto com meu pai. Lembro-me de algumas estrelas cadentes, mas nunca dos pedidos que fiz.
Teve uma tempestade da qual me lembro de alguns flashes: meus pais em pé, tentando segurar a barraca para ela não voar, muito barulho de vento e chuva e das ondas batendo forte e eu deitada, muito assustada olhando e sentindo tudo aquilo, uma confiança enorme nos pais.

Lembro-me do mar, numa manhã de sol, assim que chegamos na praia e eu corri sozinha até a beira do mar, e ver toda aquela praia me invadindo de cheiros, arrepios, texturas e enchendo os meus olhos e de eu querer guardar aquilo pra sempre dentro de mim.
Acho que daí é que veio meu amor pela fotografia, o vídeo, o cinema. Que vieram bem mais tarde.

Texto para a oficina de audiovisual do NAPA


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domingo, 3 de abril de 2011

Mamãozinhos

Tanto tempo sem vir por aqui...
- Mas os novos mamãozinhos brotando espontaneamente no meu quintal me lembraram que eu também tenho uma existência.
Hora de voltar... E eu nem sabia que o mamão nasce no meio da flor. Ele é o miolo da flor.
Lindo!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fomos na BIENAL no dia da Deusa KALI




17 de Outubro de 2010
KALI
INÍCIOS E TÉRMINOS
O velho deve ser liberado de modo que o novo possa entrar.

“Eu louvo aqueles cujos corações aceitam a ordem universal, que somente parece ser caótica e em constante mudança. Na verdade, tudo é projetado até o ínfimo pormenor, para que esteja em perfeito funcionamento. A dança do universo é muito apropriada, com energia girando e rodopiando, em uma eterna celebração à própria vida. Participe desta dança, querido, e aprecie a fantástica jornada da elaboração da história de sua vida. Não tema o que parece ser uma mudança ou uma perda. É somente a órbita da transição interagindo com você e com os seus entes queridos. Aceite-a como evidência de que você está vivo! Aceite as suas emoções mais intensas como um sinal de sua verdadeira essência humana!”


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Acordando cedo e zen

Uahhh! Como espreguiçar é bom!
Acordo sempre com os olhos secos, difícil de abrir... Tenho que esperar os primeiros bocejos que fazem meus olhos produzirem lágrimas, ou, quando tenho pressa, pingar um colírio feito para isso, em forma de gel, gostoso.
Minha função desde o início do ano é levar a Verena na escola, ela entra as 7 horas, então já viu... Mas é cedo que o dia está mais lindo, são tão rápidos os minutos mais belos (tirando os dias frios, chuvosos e cinzentos, claro). Que bom que existe a fotografia, mas nada substitui de fato estar ali e ver acontecer, na hora. Como é o caso dessa flor, do quintal de casa, quando nós saímos ela ainda está querendo abrir, quando volto, 20 minutos depois, já estão todas abertas, lindas, mas esse momento delas estarem gordinhas, se preparando para abrirem, espreguiçando... é o máximo! A noite elas somem, num botão bem apertadinho, ninguém diz que tem uma flor ali, parece só uma folhagem.
Comecei a fazer Yoga, que coisa boa, consciência na respiração muda a gente, não quero mais nada. Computador é um veneno para a coluna e para os olhos; Temos que aprender a maneirar com isso... Já fico tempo demais trabalhando no computador, e quando acabo quero sair, ir colher amoras na rua, passear com as cachorras, fazer coisas diferentes. Mas hoje, eu não resisti. Essa flor acordando não é demais? (Eu continuo gostando do blog e, de fato, preciso achar mais tempo para ele, quem sabe quando essa pauleira de trabalho no computador dê um tempo)

sábado, 18 de setembro de 2010

Esperança

Como disse na ultima postagem, parei para fotografar melhor uma das minhas árvores preferidas:


Na esperança que um dia ela voltar a ficar assim:

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Tristeza

Eu tinha um prazer secreto em pegar a estrada de São José dos Campos até Taubaté, somente para admirar a árvore que fotografei há uns anos atrás, linda, na beira da Dutra, com todas as raizes e galhos à mostra. Mas, na semana passada, passei por ela e só lhe restavam as raizes... O tronco e os galhos foram estupidamente cortados, decepados, em mais uma demonstração, entre tantas outras, de como os homens podem ser realmente estúpidos e ignorantes.
Ah, se eu pudesse, colocava ela no carro e levava comigo e não deixava nenhum outro idiota se aproximar. Mas só posso fotografar... Essa foto foi feita em movimento de dentro do carro, mas pretendo ainda nesta semana parar para fotografar direito e enviar um e mail de protesto para a Dutra, afinal eu pago os pedágios e gostaria que pelo menos as árvores que posso ver enquanto dirijo fossem preservadas.

Vejam a postagem com a foto da árvore forida aqui e vejam agora como ficou
...
Não é revoltante?!
Mas eis que ela insiste na vida e já começam a renascer suas folhas...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sibipiruna

Por aqui, a maior correria, mas sempre, prestando muita\ atenção nas árvores. As pitangas já começaram a brotar timidamente, mas as amoras estao completamente sem vergonhas. Hoje conseguimos, eu e a Lu, nos encher a ponto de ficarmos com as mãos e bocas todas vermelhas. Dilícia! Mas o show mesmo vai ficar por conta desta Sibipiruna de Taubaté, que flagrei quando estava abastecendo o carro no posto. Linda!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dois anos e uma surpresa no quintal

Hoje faz dois anos que nossa família se uniu oficialmente, dois anos de casório e eu lá na cama, curtindo ainda o gostinho dos beijos e o sono de quem pode se dar ao luxo de não precisar levantar às 6:30 para levar a filha no primeiro dia de aula pós-férias, já que o marado se ofereceu para fazê-lo. Sete horas da manhã, e um barulho de chuveiro elétrico ligado no quente-pelando há mais de 20 minutos não me deixando dormir, não é possível... Virei a cabeça pro outro lado e percebi: não era chuveiro, era um enxame. Abelhas! E bem ao lado da janela do quarto. Levantei-me e abri a janela: uau! Um cheiro delicioso invadiu o quarto e a visão da pitangueira repleta de florzinhas brancas, como um buquê gigante encheu meus olhos. Sim, claro, as abelhas também vieram em peso conferir o doce mel deste buquê do meu quintal. Mas, não ligo de dividir nosso presente, ao contrário, compartilho o acontecimento das flores e das abelhas, mas este cheiro gostoso só quem vier aqui em casa poderá conferir; então já fica aqui o convite: venham!
video


sábado, 17 de julho de 2010

Ilusão?

Nunca ninguém me respondeu se as nuvens eram ou não de algodão doce. Que bom, assim elas continuam sendo.

Atualizar é viver!

Pois é, o blog cada vez mais sai da lista de prioridades... Como sempre protelado...
Amanhã vou ficar uma semana no sítio Vagalume das Águas Claras, Sul de Minas, sem computador, sem internet, e na volta, julho já se foi... De qualquer forma preciso mesmo de um tempo para ler mais, dormir mais, comer mais e conversar mais com pessoas queridas. Não que não tenha feito isso nos ultimos dias, é até injusto dizer que estou precisando de férias. Mesmo assim, não sei se quando voltar virei direto para o blog colocar as fotos que sei que vou fazer por lá; Difícil. Provalvelmente vão ficar pra depois que eu fizer coisas mais urgentes que se acumularão nesta semana de ausencia. Então, pra não deixar acumular tanto assim, resolvi dar uma limpa na máquina e encontrei tanta foto legal de junho e julho que deveria ter compartilhado aqui. Bom, encurtando o papo, antes tarde do que nunca; Seguem algumas de alguns dos melhores momentos dos últimos dois meses( ou pelo menos dos que foram fotografados):

Aniversário junino de-li-ci-o-so da Vitória!

Ainda no aniversário da Vitória, crianças se preparando para a corrida de sacos, se divertido, e curtindo os vestidos, claro!

O Brasil ficou só nas cores das unhas...
Quando esse trio se encontra temos que registrar: Lucio, Washinton e Wallace, no sofá de casa, na festinha que fizemos para receber o Juliano.
Amigos na cozinha, curtindo um café com rapadura, conversas divertidas, caldinho de feijão, canjica, hum! Foi boommm...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pequenos prazeres domésticos

Depois de um fim de semana com a casa cheia de amigos, crianças, comidas e bebidas, acordar numa segunda feira ensolarada, com ótimo humor, ver a pia da cozinha limpa (toda louça lavada durante a noite). Colocar o lixo para fora, organizado em caixas, cada uma com seu item: garrafas, latinhas, plásticos e papéis, e assistir o caminhão do "Recicla São José" levar tudo embora. Sair em seguida e pegar o pão quentinho na padaria, passar o café e tomá-lo no silencio da casa com crianças dormindo, lendo sobre a vida do Amyr Klink e preparando o espírito para finalmente viajar na semana quem vem.
Coisa boa!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Um minuto para olhar o céu

Mas, seja rápido e olhe mesmo, pois a cena não se repete jamais. E fotografia não é céu. Por falar nisso está uma lua linda lá fora.



quarta-feira, 12 de maio de 2010

De volta as fotos!

Hoje após a segunda aula da Oficina Ver Fazer e Pensar Fotografia, na volta pra casa, dirigindo o carro com certa pressa para pegar a Lu na escolinha, não deu, com essa luz de final de tarde é covardia... Tive que parar o carro na estrada para fazer umas fotinhos também. Nesta, a mãe da placa parece estar dizendo:
- Olha que céu lindo, filha!"

Outras fotos deste dia no encantoar.blogspot.com

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um documentário especial

Coisa boa encontrar este documentário postado na internet depois de tanto tempo de espera... Filmamos já faz mais de 10 anos; Feito em 16mm, por um grupo de amigos, todos felizes ao máximo pela oportunidade de ficar ao lado de pessoa tão especial como o saudoso mestre Guilherme de Brito... O filme foi lançado no ano passado, em 35mm, no Festival de Cinema e Música, em Conservatória, cidade onde filmamos a parte mais caótica do documentário: Me lembro de estar com a câmera 16mm na mão, e de ver o diretor do filme trepado num poste segurando o refletor enquanto passava uma multidão pela rua cantando e tocando serestas, mal sobrando espaço para a nossa equipe... Mas foi uma delícia fazer o filme. Igualmente bom foi vê-lo em um telão gigante na praça pública, para abrir o festival. Pena o compositor não estar mais presente... É emocionante vê-lo andando pelas ruas de seu bairro, Vila Isabel, e pensar que lá não é mais possível encontrá-lo. O cinema às vezes demora mais que a vida para ficar pronto. Mas uma vez terminado, quando bem feito, é eterno como as belas canções. É o caso deste doc.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Como não sentir culpa?

Pergunta sem resposta, ou melhor, pergunta que em si mesma já é uma resposta à várias situações sem resposta. Situações diárias, é bom que se explique. Como a situação de protelar coisas importantes que precisam ser feitas, ou coisas nem tão importantes aparentemente, mas que nos propomos a fazer e que vão sendo adiadas para o minuto seguinte a cada minuto.
Ok, vamos explicar com os exemplos. No dia de hoje, por exemplo, já estou protelando algumas coisas importantes com a desculpa de não adiar mais uma visita aqui no blog para compartilhar a angustia de estar tanto tempo sem postar nada; Na verdade hoje é um dia atípico, já que finalmente consegui reservar um tempo para assistir o filme Lavoura Arcaica, que tanto já havia ouvido falar, e que estava passando no cinema pertinho da casa de minha avó, há uns seis anos atrás, eu acho, em SãoPaulo, e que eu não fui ver, nem me lembro por que, já que eu estava em São Paulo. Enfim. Baixei o filme num site de compartilhamento cultural, coisa que também estava adiando para aprender a fazer, e, de repente saí baixando vários filmes de uma vez só. Mas, como já estou protelando a explicação de porque protelar as coisas, vou tentar voltar ao ponto, mas, antes, tenho que fazer outras coisinhas proteladas...
Mas antes ainda, só mais um pouquinho, isso é importante, tenho que desabafar sobre minha indignação em quase nunca conseguir que não me deem a segunda via do comprovante do visa eletron, hoje mesmo na padaria, paguei com o cartão de débito um leite e dois paezinhos, antes que eu conseguisse dizer "não precisa da segunda via" a mulher já tinha apertado o verde e saiu o papel azul. Agora eu pergunto: Pra que eu quero esse papel?! A moça vai já vai me dar também a notinha fiscal, eu recebo pelo correio e pelo email os gastos que fiz com o cartão... Está escrito ali na máquininha: "IMPRIMIR SEGUNDA VIA?". NÃO, eu não quero esse papel - que deve ter apenas mais ou menos 10 centimetros, mas que imaginem o dia inteiro esses papeizinhos na padaria, no posto de gasolina, na farmácia, no supermercado... Todo mundo pega esse papelzinho azul, as vezes amarelo ou ainda branco, e, JOGA FORA, se for somar são metros, kilometros, de papelzinho sendo impressos à toa. É uma coisa pequena, né, eu sei, mas é igual ao drama da sacolinha de plástico. Dizem que são de pequenos atos que começa a transformação. Mas como é difícil, quase a gente tem que pular no pescoço do vendedor para que ele não imprima a segunda via, ou para que não saia ensacando tudo dentro de três sacolas de plástico, e, depois, "como não sentir culpa"?
E olha que nem estou de TPM, juro!
Deu.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pausa para descontrair e rir à vontade

Em meio à correria de escrever projetos pra ver se garanto engrenar na minha área de trabalho - arte educação com vídeo e fotografia - não sei bem como fui parar num blog pra lá de inusitado; lá uma postagem me chamou atenção pelo tanto que eu dei risada, a ponto de mal conseguir ler tudo até o final. Chorei de rir, literalmente. Como rir faz bem para saude física, mental e espiritual, resolvi dar um control c, control v e correr pro sobejando, sem, é claro, deixar de citar a fonte. Porque o humor, assim como a música de boa qualidade é uma das coisas que só tem sentido de existir quando compartilhadas. Então segue aí, "se liga na fita" do blog "desetressamano":

Então mano venho trazer mais uma da serie; MINHAS MELHORES RESPOSTAS DO YAHOO.
Como falei pra voces antes eu tenho um perfil no yahoo resposta e sempre ajudo os "jovem" lá pessoal confuso precisando de conselho eu tô lá mano pode contar comigo.
Olha a duvida dessa mina aqui meu parcero: ela disse que o namoradinho dela não sabia beijar truta, mano pelo amor.. issso é coisa que se exponha, dei a letra pra prayboyzinha se liga ai o na íntegra:
Ei mina dessestressa
Essa fita ai já foi dada.
Tem uma mina aqui da quebrada que se chama Juscevânia a mina do meu parcero Beiço ta ligada? então a mina ñ sabia bjar mano, o beiço que ensinou pra ela, agora imagina o beiço ensinando a mina a bjar, ñ é atoa que o apelido do mano é beiço né kkkk.
O Beiço de sola vinha me amolar aqui dizendo que a Jucê ñ sabia bjar e pá, e me pediu uns conselhos, falei: Pô Beiçola que que voce quer que eu fale maluko? Fala pra mina treinar no espelho, na mão sei lá mano.
O Beiçola achou a ideia boa e deu a letra pra mina kkkk, mano essa mina é mô come rato sujona tá ligado? a mina começou a treinar o ósculo na mão truta. mas ai hihihi essa mina vivia com a mao suja.
Que aconteceu!!?! pego mô perebona na boca ficou toda estragada a mina. Domingão no pagode da comunidade a mina me aparece com aquela brejera na boca pedindo uma bitoquinha pro Beiço kkkkkk, foi loko o baguio, o Beiço deu um grito, truta! falou: que que isso Juscevânia?
A mina tava cheia de pomada aquela que passa em bumbum de bebê manja? então Hipoglos truta hihihi, a mina tava parecendo o Bozo toda melada foi mô bafafá no pagode a mina saiu irada com o Beiço que chamou a atenção dela, e ñ voltou mais mano.
Então fala pro teu "prayboy" pra aprender a bjar mas ñ fala pra ele treinar com a mao não señ vai acontecer igual aconteceu com o Beiço a e Juscevânia, firmeza truta?
È isso ai a letra tá dada falow rapaziada um salve pra rapá toda ai.o.
Pode uma fita dessa truta? eu tenho que ensinar esses péla a beijar agora ah pelo amor né.

Ai ai, é cada um que aparece nesse mundo virtual... hahaha.
Bom, de volta aos projetos agora que a coisa ta caminhando bem, não posso perder o fio da meada. Mas rir é bom demais, né não?


quarta-feira, 3 de março de 2010

Tempo Rei

Ontem fiquei extremamente nervosa, beira de um estresse com os afazeres domésticos; Consciente de que a TPM sempre contribui para esses estados críticos, fui tentando me acalmar respirando fundo e fazendo o que era preciso: Supermercado, banco, estacionar o carro, tomar chuva, cuidar das cachorras, fazer almoço, levar na escola, buscar na escola... Mas sempre com a vontade de ficar quieta no meu canto, chorar um pouco, correr, subir numa montanha bem alta e ficar lá, admirando a imensidão do mundo pra ter certeza que isso tudo é pequeno demais, que não vale a pena perder o humor, criar mágoas com quem não nos compreende só vai contribuir para nos fazer virar pessoas amargas - e esse é um medo que tenho, não o de envelhecer, mas sim de me tornar uma pessoa amarga. Velha e doce, sim. Velha e amarga, não. Valha-me Deus!
Enfim, fui trabalhando isso ao longo do dia, alguns momentos mais críticos, outros nem tanto, e foi passando, passando e, finalmente, à noite, quando deu uma brecha resolvi: Ouvir música!
Lembrei de imediato da música Oração ao Tempo, de Caetano Veloso. Google e achei várias versões lindas, com Maria Bethania cantando foi a que mais gostei. Mas no meio da pesquisa achei um documentário sobre o Gilberto Gil, Tempo Rei. E foi o remédio que me salvou de todo e qualquer estresse que pudesse me acometer hoje. Que pessoa iluminada e inspiradora esse Gilberto Gil, vê-lo neste documentário é como visitar a Bahia junto com ele. Ainda não assisti inteiro (pois não deu tempo) mas vou fazê-lo, ainda hoje, na próxima brecha, que essa agora resolvi usar para compartilhar essa descoberta aqui no blog. Eis a primeira parte do doc, depois é só ir achando as outras partes, acho que são 17 no total. Já fui até a parte 8. E vamos a labuta, sem nunca esquecer que a música existe, sempre! Salve Gil!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ensaio para Sair da Sombra

Encontrar um ponto onde se apoiar dentro de si mesmo talvez seja tarefa para uma vida,
mas pensando melhor, esse ponto talvez não exista desde sempre (pelo menos não em todas as pessoas) e seja algo que não devemos procurar e sim construir; O que também deve ser tarefa para toda uma vida, mas, vá lá, um ponto, um pontinho, firme, sólido, feliz... Não é algo assim tão grande, talvez não precise de uma vida inteira, talvez somente alguns momentos relevantes de vida, um bom tanto de coragem, outro de persistencia e muita teimosia ativa, considerando que também existe a teimosia passiva que é aquela que insiste em nos deixar acomodados e totalmente à deriva. Já a ativa nos deixa em estado de alerta para agarrar com vontade todo material que "por acaso" passe por nós e que possa servir para a construção do nosso ponto base.
Isto tudo para dizer: -Estou aqui, em estado de teimosia ativa; Cansei de ficar anestesiada como que vendo a vida passar na tela da TV, é hora de ir para o palco, mesmo que a peça seja um fiasco a gente só vai saber se jogando com cara, corpo, coragem, alma e fé.
PS: Percebi agora como tudo isto está em consonância com o ano do Tigre, que começou dia 14 de fevereiro de 2010 e é um momento que será marcado por ações rápidas e certeiras, que trarão mudanças representativas (boas e ruins). Enfim, é bom estar alerta, como um tigre - que também é meu signo no horóscopo chinês. Voilà!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Minha sombra

“As sombras são preciosos instrumentos de conhecimento.
Em vez de esconder, revelam.”
(Roberto Casati, pesquisador italiano)



Cá estou sob novas luzes
não sei se muito feliz
mas sei que não triste
Um silêncio me rodeia
tal qual aura onde se pode prever
uma mudança de cor

Até lá, espero
Na sombra de mim mesma.

(Sombra capturada na exposição "sombras e luz", no SESC Pompéia, em dezembro de 2009.).

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Recomeço


Foi assim

Mudança de casa:
arrumação sem fim para
sair de uma
entrar em outra.
Assim como o ano:
final de um...
Entrada em outro: 2010!
Com chuva que trouxe alegrias e tristezas...
Cairam casas... nasceram frutos,
O sol raiou no final.

Estamos em férias, amanhã Niterói, Rio, Maricá...
Na volta mais arrumação, volta as aulas, trabalhos e
sejamos sinceros: - Sem rotina demais, pois, como bem diz
minha querida sogra "Tudo que é demais é exagero!".
O bom é o recomeço sem mágoa.

Voltaremos.